Aventura de Ribeirão Pires a Caraguatatuba 02/02/2003
O pessoal chegou lá em Ribeirão animado e logo preparamos as bagagens na
garupa e partimos as 0:00 horas do Domingo no meio da escuridão, a noite estava
bem fresca e o céu forrado de estrelas, o ritmo foi puxado o
pessoal de Barueri pedalou forte e as 5:30 ainda escuro chegamos em Salesópolis
onde encontramos o resto da turma que vinha de SP de ônibus e estavam
descarregando as bikes. Todo mundo se preparou em frente a padaria e de lá
partimos para a Estrada da Petrobrás, uma aventura inesquecível, 80 kms no
meio da Mata Atlântica, com belas paisagens, cachoeiras e bicas d'água
refrescantes, muita amizade e companheirismo do pessoal.
Os ciclistas aventureiros começaram a chegar as 14:00 em Caraguatatuba, onde o ônibus fretado nos esperava para o retorno a SP, valeu pessoal e até a próxima.
Veja Abaixo algumas fotos e mais Relatos da turma que participou.
Foram - 166 kms - 9:49 h - 16,9 km/h de média - 60 km/h de máxima
Bikers : Michelle, Iramaia, Silvana, Marcelo, Udo, Gabriel, Toninho, Roberto, Marcus, Rodolfo Ferraz, Luciano Vilela, Ronaldo, Sergio, Leori, Wanderlei, Felipe, o Padeiro, Luis, Gilberto, Bruno, Luciano Piraino, Hebert, Luciano Granella, Marcelo Suzuki, Caio, Daniel Turi, Daniel Fernandez, Rodolfo Santos, Advilson, Miguel, Jaider, Marcos, Robinson.
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Mais Relatos :
De Iramaia Ávila
Não deu outra. Não podia ter dado outra... Foi uma roubada estupenda que
começou com correria na terça a noite, e foi se transformando em realidade.
Primeiro, o problema de como chegar... carro não, van não, micro ônibus não...Buzão?
Será que tem tanta gente.... Gente....tinha. Chegou domingo. 2 horas da manhã
e começaram a chegar os carros. Os vizinhos, adorando. Um super ônibus, às 2
horas da manhã, com 16 pessoas falando ao mesmo tempo, num frenesi de deixar
qualquer um, louco... Enfim, 16 bicicletas depois, estávamos dentro do buzão
indo embora. Chegamos à Salesópolis perto de 5:20 e, já no meio da estrada já
nos deparamos com luzinhas (mais de 12!!!) piscando intermitentemente. Já no
ponto de encontro, com o início de amanhecer e cafezinho com pão e
manteiga na barriga, lá fomos nós. A trilha, já de início, subida. O ar
gelado , revigorava a todos, faladeira geral, ânimo total da galera. Todos os
homens, transformados ali, em meninos, subindo, despencando nas poucas descidas.
Aqueles em melhor forma, logo abriram vantagem e fizeram do passeio um semi
treino pois isso também é um prazer dentre nós, amantes do pedal... (Ti,
Serginho, Bruno.. turma de Barueri...Caio etc) Há aqueles que tb vão para
ficar em contato o maior tempo com a natureza, (Ira, Daniel, Daniel Turi,
Silvana, Michele, Udo, Konil, Marcos Risadinha etc )e os outros para se
desafiarem não importando se ganham de si mesmos ou não.... (Bel, Robinson etc
) estão lá, isso o que interessa.... conhecer seus limites e respeitá-los....
Os mais afoitos, aproveitaram a estrada, rápida, perigosa, emocionante, cheia
de subidas longas e 14 km, de descida onde nem o guard rail faltou.
Pouco técnica, mas fez alguns beijarem o chão e ali deixarem suas marcas.... Nós,
da segunda turma, aproveitamos e como!!! A cachoeira das 2 quedas que o diga....
Água límpida, gelada, cheia de pequenas corredeiras que nos
massagearam as costas, barriguitchas e pernitchas.... coitado de quem foi na
frente!! Havia um lago, onde, depois de mergulhar 300 vezes, os meninos pularam
com corda, brincando de Tarza, enquanto nós as meninas, ficamos tomando banho
de sol. Silvana, gente, DORMIU!! Bom, mas a trilha esperava.... levantamos e, após
farto e digo farto pois era demais, lanche, saímos pela estrada... logo
chegamos a outra cachoeira, bonita, mas nem de longe parecida com a nossa,
e encontramos outra galera que nos esperava... puxa, que horrível, tivemos que
entrar de novo... e toca prá frente depois de um tempo. Os mais cansados já
empurravam a bike a qualquer subida, os acostumados com o cansaço, iam,
devagar, porém sempre. Alguns acreditaram que o tal km 14, fosse invenção de
alguém ou que um duende tivesse feito desaparecer... A cada subida, a terceira
turma (agora a gente ri!!) jogava não só as bikes, como a si mesmo no chão...
assim mesmo, ninguém reclamava.... (só do km, 14) Acho que eles devem
fazer uma equipe chamada km. 14 (hehehe!) Começamos a descida. As mãos doiam,
de tanto frear, e cada um foi ficando de acordo com o cuidado da descida. Daniel
Fernandez passou feito um rojão. Alcancei, logo depois de uma curva... caído
no chão... tombão, Koniu tb deixou carninhas nas pedras... Silvana, vai ganhar
o prêmio... três vezes. Nisso, após 10 horas , começamos a nos preocupar
primeiro com o anoitecer segundo, com a turma que não chegava... O Roberto, de
repente levantou, pegou a bike e saiu. A Michele e eu, pegamos a bike e começamos
a descer.... Os Danieis, juntos. faltando 7 km. para chegarmos, paramos para
tomar sorvete numa bodega de estrada e de repente, surge o Roberto num caminhão
de entregar bananas... - Vou resgatar o pessoal.
E foi. Conta ele, que os encontrou com cara de cansaço na descida. Não se
fizeram de rogados, jogaram as bikes dentro do caminhão e chegaram ao barzinho.
Colocamos as bikes no CATA OSSO e seguimos viagem até o buzão. Pegamos o
buzão de volta entre gente dormindo, assistindo filme e conversando ainda sobre
o passeio.
Ninguém pode reclamar! Foi 10 Geral. Prometemos refazer o passeio dentro
em breve, agora sem CATA OSSO mas com muita cachoeira!!
De Dr. Jaider
Ae galera, Reunimos 11 malucos e saímos as 0:00h do ABC paulista em direção
a Salesópolis. "Show de bike" a trilha noturna, depois de muitos dias
de chuva São Pedro colaborou, o tempo estava ótimo - céu de brigadeiro (ou
bicicleteiro, rs). Seguimos a Estrada da Adutora em direção à Furnas, depois
Mogi chegando a Salesópolis por volta das 5:00 am. Lá encontramos mais uma
galera de 19 amigos que se uniram ao grupo para fazer a Estrada da Petrobrás (
um longo XC, nível tecnico médio e físico alto). Então eramos um grupo
consideravelmente grande, e estava muito bacana ver aquela multidão ciclistica.
A galera que saiu no pedal as 0:00, ainda estava inteira para encarar o
dia de pedal. E tome subida, cascalho solto, e depois de uns 25 km começava um
visual muito bonito, típico da Serra do Mar, com muitos rios, cachoeiras e
vales. Cruzamos o Rio Tiete, estreitinho e "limpo",
acreditem, e só para ver o velho Tiete já vale o pedal. Inevitavelmente alguns
ciclistas sentiram o percurso, e o empurra bike era necessário nas subidas.
Esta galera acabou o percurso numa camionete "fretada"de última hora
(ou últimos 14 km, rs). Voltamos ao ABC à meia noite, exaustos, com a alma
lavada e com 173 km no ciclocomputador. Valeu o pedal!
Sds,
Jaider
De Giba
E aí, people? Bom, vou passar a minha visão deste superdomingo.
Enquanto um grupo duns 16 saia da casa da Iramaia às 3h15 da manhã (aliás, parabéns de antemão pela iniciativa em fretar um ônibus para esta trilha. Era um plano que sempre cogitávamos e nunca conseguimos colocá-lo em prática) com destino a Salesópolis, outra parte já estava na estrada pedalando desde a meia noite de Ribeirão Pires com destino a Salesópolis, um pedal significativo de 90 km para depois nos unirmos no local de saída para esta trilha meio brava.
A viagem no bus de certa forma foi tranquila, mas somente chegamos as 5h30 na rodoviária de Salesópolis pois o motorista estava mais na boa que nós todos lá e ainda não sabia o trajeto até lá tendo que perguntar para uns motoqueiros que nos indicaram as entradas corretas e nos guiou por um tempo.
Quando eram umas cinco e pouco, passámos pelo grupo que estava pedalando desde Ribeirão. Eram 2 grupos, uns 5 na frente e uns 6 atrás. Foi um buzinaço e uma festa só.
Após isso, saimos do bus e fomos montar as bikes de novo enquanto aguardávamos os demais, já para ir adiantando as coisas e nem 15 minutos depois, eles aparecem sendo que na hora, por incrivel que pareça, estava um friozinho considerável para esta época do ano.
Era hora de nos nutrir para encarar uns 73 km e assim acabamos nos dividindo em 2 grupos que foram em 2 padarias próximas. Na última, já aproveitamos para tirar umas fotos com o grupo e saimos pedalando às 6h30 pois era o ponto de saída também próxima a igreja da cidade e o dia acabava de amanhecer.
Logo a seguir, começamos a estrada que nem parecia tão cheia de subidas como era de se esperar. A medida que o tempo passava fomos vendo que as subidas não eram brincadeira, era uma atrás da outra e sempre que descíamos, logo aparecia uma subida do nada, as vezes, muito pior que as anteriores. Como o Luciano Granela inteligentemente comentou: "engana-se quem pensa que descemos para Caragua".
Cerca duns 35 km de pedal, avistamios uma cachoeira a nossa esquerds chamando aos berros a galera para um banho. O acesso era até fácil, tinhhámos que descer um morro duns3 metros mas o ruim era deixar as bikes meio longe de nossas vistas. ALguns chegaram a descer mas nem permaneceram lá para um abnho, foi só uma conferida rápida.
Voltando a estrada em si, variava consideravelmente o estado de conservação a medida que o percurso ia sendo percorrido. No começo era uma estrada de terra com chão batido bem gostosa, adapta para os amantes de XC, depois era cheia de pedras soltas, aliadas com erosão, algumas bem consideráveis que se tornavam um perigo principalmente nas descidas, onde requeria uma certa técnica e precaução para evitar maiores consequências.
Por falar nisso, a vítima desta vez foi o Bruno que vinha descendo no maior pau os donwhills que via pela frente até aquele momento. E detalhe, ele estava com o bagageiro e seus pertences pois a galera de Ribeirão Pires parece que não optaram em deixar no ônibus o que facilitaria as coisas pois não alteraria o ponto de equililibrio da bike. Eu estava um pouco a frente dele e só ouvi o barulho do freio e o impacto da queda que foi bem no canto da estrada, onde na maior parte dos trechos, principalmente aqueles que continham uma sombra, eram recheados de limbo, se tornando mais escorregadio e perigoso aquele ponto.
O fato é que segundo ele, ele perdeu o controle e tentou se arrastar e corrigir a frenada em mais ou menos 5 metros, mas não pode evitar a queda ralando coxa, cotovelo e ardendo muito. Passado uma água já para desinfetar inicialmente, sabíamos que tinha uma cachoeira que formava uma piscina natural não muito além deste ponto, então o Bruno sugeriu que prosseguissemos que ali ele aproveitaria para limpar a ferida com sabão de coco. Beleza, sugestão acatada por unânimidade.
No km 42, avistámos a ponte e abaixo dela a região destinada ao banho. A água estava bem gelada, mais até que na estrada Velha de Santos, mas a medida que ia se acostumando, não valia a pena sair mais dali. Fiquei cerca duns 20 minutos por lá dentro da água encostado numa pedra na maior folga já que estávamos bem adiantando em relação a boa parte do grupo que devia estar sofrendo com o calor, o sol estava a maior lua e o nível de desgaste do passeio. Parecia revitalizador este banho que até então não tinha apelado uma única vez, entenda-se Empurram-bike.
Foi aí que eu, o Jaider e o Miguel acabamos disparando. Até o km 47, tudo ia bem,mas como as subidas insistiam em não parar, minando um pouco com as energias que já estavam sendo bem gastas e o reservatório precisava logo duma reposição de carb up, resolvi apelar tb, pois ninguém quase ia ver isso. hehehe. E eu tb não estava competindo, pô!!
Logo mais, começou um donwhill duns 5km, entre o km 48 e 53 para nossa felicidade pois aí começou a render novamente o passeio já que nos trechos de empurrambike de 1,5km atrás, era mais subida do que descida e estava bem lento o ritmo na ocasião.
Eu e o Jaider conversavámos que não adiantava uma descida legal pois logo via uma subida em seguida para acabar com a festa da gente, onde era inevitavel um trekking bike nestas horas, mas para nossa surpresa, este donwhill não acabava mais e foi o trecho de maior velocidade já que não havia muitas sujeiras e irregularidades na pista por se encontrar próximo da Petrobras (só por isso era melhor conservado). ERa só ter o cuidado de frenar um pouco com segurança nas curvas para não escapar o ponto de tangência e se ligar com o movimento dos carros no sentido oposto, um fato altamente alertado pelo guia do Guilherme Cavalari que se verificou na prática. É raro mas tem um carro ou outro subindo, sim.
No km 54 até o 61 km chegou a hora do downhill mais extenso e bem perigoso em relação ao última, jás tinha algum trecho de pedras soltos em partes consideráveis e as curvas pareciam ser bem mais fechada exigindo que se descesse com o dedo ligado no manete. A velocidade máxima não passava duns 25 km/h e em média, devo ter descido a uns 20 km/h.
No final deste, já que tinha ficado a frente, esperei o Jaider e o Miguel que apareceram uns 5 minutos após em frente a um bar clamando por uma cerveja bem gelada.
Assim, fomos até o final onde a estrada dá de cara com a Rio-Santos, ponto final da trilha, chegando por volta das 14h10. Em seguida, chegaram o Bruno e o Sérgio e a dupla do ABC neste meio tempo tinha saído para a rodoviária para tentar seguir para as respectivas casas enquanto o Sérgio tentava por celular contactar o motorista do bus fazendo ele vir até aqui neste ponto de saída da estrada com a Rio Santos para resgatar a galera. Era em vão porque ele não atendia. "Devia estar dormindo ou tomando uma" -Sérgio.
Então, o Sérgio decidiu ir até a rodoviária no pedal e ir atrás do motorista. Equanto isso, acompanahava o Bruno na procura duma farmácia para fazer um curativo ou para entrar na água da praia para dar um jeito na ferida.
Foi aí no caminho que vimos uma casa que vendia vitaminas de guaraná, açai, aveia e entre outras coisas e surgiu a idéia de tomarmos na volta. Estava dificil no trajeto, encontrar uma farmácia aberta e a praia tinha um esgoto atrás do outro liberando todo tipo de coisa na praia, foi ai que ele viou uma ducha e preferiu se lavar por lá mesmio.
NA volta, parada para tomar 2 vitaminas, uma de guaraná e aveia e outra de guaraná, açai e aveia que estava boa demais e voltamos ao ponto de encontro, onde haviam poucos e já era próximo das 16hs.
Começamos a ficar bem preocupados porque uns 10 ainda estavam na trilha e nada deles aparecerem, nem ao menos uma comunicação. O tempo passava e urgia alguma ação, quando eram umas 19h30 (mais de 5 horas após a chegada do primeiro grupo ali), avistamos a galera de caminhonete chegando com as bikes em cima dele. Alguns tinham sentindo o cansaço e tiveram caimbras entre outras mazelas.
O que importa que o final foi feliz, certo?
Bom, nem tanto. A Viagem de volta foi uma senhora viagem. Dali seguimos para Bertioga para descerem alguns, passando depois ainda por uma parada em RIbeirão Pires e só depois na Vila Mariana. Opa, contamos a parada na ANchieta para o pessoal de Sto André?
Enfim, foram um pouco mais de 4 horas de volta do bus, sem uma parada chegando na casa da Iramais por volta da meia noite como era esperado, com todos sujos e famintos, pareciam até que vinham do interior da Etiópia, imagino o estrago que fizeram quando chegaram em casa, pois eu mesmo não vou negar que devorei uma lasanha numa velocidade incrivel e tomei um senhor banho.
Este "programa de índio" foi tão legal, mas tão legal que já sinto saudades e vontade de repetir logo. Mal sinal, hummn, não sei, mas eu gostcho!
Participantes (27 - desculpem aos que não mencionei pois não sabia o nome de todos):
Sérgio, Leori, Miguel, Rodolfo, Jaider, Bruno, Giba, Luciano Granela, Iramaia, Roberto, Michele, Caio, Ronaldo Tacla.
Recado final: foi um prazer rever muitos amigosdabike que não os via desde a trilha de NAzaré em Julho passado e conhecer aqueles que não conhecia pessoalmente (valeu, Dr. Jaider).
Bom, o relato da MSHRC quanto ao trecho de RIbeirão Pires - SAlesópolis é melhor que se for acrescido de algo, se é que precisa, seja dos autores desta roubada. Parabéns a vcs que encaram tudo, foram uns heróis e ainda deixaram muita gente descansada bem para trás ( eu não!!!)
Dados da estrada Petrobras
Km: 71,35 Velocidade máxima: 53 km/h Velocidade Média: 16,2 km/h Tempo efetivo de pedal: 4h30
Até mais, Giba